Fernando Velázquez e Francisco Lapetina

Library

O título da performance faz alusão a pasta library comum a qualquer software. Trata-se de um espaço de armazenamento de componentes caros ao funcionamento do software. As libraries são expansíveis permitindo a eliminação ou incorporação de módulos que aprimoram e/ou estendem a funcionalidade do software. O nome desta pasta responde a uma das tantas analogias com o mundo físico com que interfaces e comportamentos do computador foram nomeadas em algum momento da já distante, porém recente, história.

Na performance, o recipiente library é o imaginário pessoal dos performers e os módulos incorporáveis/descartáveis são as experiências pessoais adquiridas por cada um (conhecimento). Inspirados nas analogias mundo físico/computador os artistas trabalham ao vivo o som e a imagem a partir das suas próprias bibliotecas particulares, aquelas de onde guardamos e tiramos nossos livros, revistas, jornais, cds, dvds, etc.

Fernando Velázquez investiga no seu trabalho questões relacionadas ao quotidiano contemporâneo: privacidade, monitoramento e controle como elementos mediadores na construção de um self. Doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é também Mestre em Moda Cultura e Artes (Senac-SP) e pós-graduado em Vídeo e Tecnologias Digitales On-line Off-line (Mecad, Barcelona).

Francisco Lapetina é músico e investiga em diversos campos expressivos num espectro que vai desde a música pop e eletrônica, a trilhas sonoras para obras de teatro, dança e multimídias. Dirige junto a Tamara Cubas o coletivo artístico Perro Rabioso, de destaque internacional pela organização do FIVU – Festival Internacional de Videodança do Uruguai e diferentes workshops com artistas da Europa e América Latina.

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