HERMAN KOLGEN

INJECT

Herman Kolgen iniciou o projeto INJECT em 2008. A origem do principal material visual desse projeto foi uma filmagem, que durou seis dias consecutivos, em uma imensa cisterna cheia d’água. Yso, o corpo-personagem de INJECT, teve de ficar imerso por mais de oito horas por dia, oscilando entre a falta de gravidade e a falta de oxigênio. Com o auxílio de diversos equipamentos, de gravação de vídeo digital e fotografia, Kolgen reuniu várias séries de sequências temporais. Imagens que depois sampleou e remixou, formando um corpo flexível e modular. Uma progressão narrativa, em ciclos perpétuos de influência e movimento, onde o real está em deslocamento.
INJECT é uma performance modular em vídeo HD e áudio multicanal.

 


DUST

Inspirada na fotografia “Élevage de Poussière”, de Man Ray, “DUST” explora mudanças no estado da matéria. No limite do imperceptível, pigmentos ficam suspensos em torno de um campo magnético onde com o passar do tempo fortuitas redes fibrosas se formam e constituem objetos compostos, hipnóticos em sua complexidade. Partículas sonoras emparelhadas com aglomerações luminosas existem em uma escala que anula todos os pontos de referência.
Desta forma, no ponto crítico entre o invisível e o visível, a poeira se torna inebriante e a superfície do vídeo um verdadeiro acúmulo de raios-X.

 

Sobre o artista

Premiado em festivais como o Ars Eletronica (Austria), New York Independent film and Video (EUA) e Quartz (França), o artista Herman Kolgen está por trás de obras complexas e visualmente intensas.Canadense de Montreal, Herman é reconhecido por suas criações multimídias, que partem principalmente da íntima relação entre som e imagem. A partir disso, cria obras que assumem a forma de instalações, vídeos, filmes, performances audiovisuais e esculturas sonoras, que buscam sempre elaborar uma nova linguagem e estética peculiar.
Seu trabalho é caracterizado por uma abordagem radiográfica de impressões e estímulos neurossensoriais. É esse efeito raio-x, de qualidade imaterial, que permite a intensidade de reações sensíveis internas se tornarem visíveis.  Inspirado por essa tensão, ele constrói cisões narrativas em que as fricções temporais constituem o
epicentro de sua obra.

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