Kurt Laurenz Theinert

Visual Piano

O “visual piano” é um instrumento que possibilita a criação de imagens móveis em um espaço. É uma peça única, concebida e desenvolvida pelo fotógrafo e artista de instalações de luz Kurt Laurenz Theinert, em colaboração com os projetistas de software Roland Blach e Philip Rahlenbeck.

Através de um teclado MIDI, é possível gerar padrões gráficos variáveis para projeção em uma ou múltiplas telas. Desenhadas em luz, as criações dinâmicas e imediatas não são geradas com clipes pré-gravados (como no software e hardware de VJs). Cada momento da apresentação é transmitido e modulado em tempo real através do teclado e pedais.

Participação de Miguel Barela e Thomas Rohrer – duo de improvisação livre e ruidismo.


Sobre os artistas

Kurt Laurenz Theinert é fotógrafo e escultor de luz, dedicando sua obra principalmente a experiências visuais que, como imagens, não se referem a nada. Ao contrário, ele se empenha à busca de uma estética abstrata e redutiva. Esta busca o guiou – através do desejo por mais desmaterialização – da fotografia à luz como um meio artístico. Colaborações envolvendo artistas sonoros e músicos enriquecem seu trabalho, não só graças a incorporação de outro meio não-material (o som), mas também por promover refinamento e monitoração constante de sua própria posição artística.

Thomas Rohrer, o instrumentista suíço (sax, violino e rabeca), desenvolve no Brasil um trabalho com trânsito forte entre a improvisação livre, jazz e musica regional.

Miguel Barella tem uma carreira que o levou do antológico Agentss ao pós-punk do Voluntários da Pátria, sempre marcada pela experimentação. Em seus trabalhos mais recentes, Miguel investe cada vez mais na busca de uma linguagem própria na guitarra, calcada no processamento do som em tempo real.

O resultado da combinação entre os dois tem sido uma extrema e contrastante liberdade criativa. Esse foi o primeiro enfoque do duo Rohrer-Barella: o engenheiro Miguel processando e mixando ao vivo a rabeca e o sax do improvisador Thomas, introduzindo os imponderáveis desvios e overdubs eletrônicos nos timbres telúricos daquele.

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